CURIOSIDADES

Como é feito um álbum de figurinhas?

1- Primeiro, a editora que vai lançar o álbum reúne sua equipe de marketing e criação para a escolha do tema. Em geral, esse processo é acompanhado de uma pesquisa de mercado, e, quase sempre, decide-se por algo voltado para o público infantil, como filmes e desenhos.

2- Escolhido o tema, a editora checa se algum grupo detém os direitos autorais sobre ele. Se for o caso, deve ser feito o licenciamento da obra: paga-se pela permissão de lançar as figurinhas e, em geral, se deve atender a algumas exigências, como o padrão visual do álbum e quais imagens poderão ser utilizadas. Caso nenhuma empresa detenha o direito autoral sobre o tema escolhido, a própria equipe de arte da editora cria as figurinhas.

3- Terminada a fase de produção, as figurinhas vão para a gráfica, onde, após serem impressas em grandes pranchas, são cortadas numa guilhotina. Desde 1996, as editoras sediadas em São Paulo – estado que concentra esse tipo de negócio – são obrigadas por lei a imprimir todas as estampas em igual número. Com isso, não rola mais aquela história de algumas figurinhas serem difíceis de achar, pois saiam em menor número.

A figurinha mais difícil da história é a do jogador de baseball americano Honis Wagner, que vinha em maços de cigarro no início do século 20 e foi vendida por um 3,12 milhão de dólares!

T206 Honus Wagner Sweet Corporal Jumbo

4- Antes de ir para o pacotinho, os cromos são embaralhados segundo um sistema matemático que evita a repetição da mesma figurinha no envelope – a taxa de erro fica por volta dos 2%. Com isso, se evita que o consumidor fique se enchendo de estampas repetidas.

5- O envelopamento é feito em máquinas que, em geral, dispõem os cromos em quatro pilhas, das quais eles vão sendo tirados para então seguir por uma esteira até ser envolvidos pelo pacotinho (que normalmente vem com quatro estampas).

 

Para evitar que ninguém fique com o álbum incompleto por falta de figurinhas, em geral, cada cromo é produzido na proporção de cerca de 140 estampas por álbum.

6- Por fim, os pacotinhos são distribuídos para as bancas. É aí que entra o consumidor, que vai se empenhar em completar o álbum. Quanto tempo (e dinheiro) vai levar? Bom, supondo que temos um álbum de 200 cromos, e que, por dia, a pessoa compre 4 pacotes (com quatro estampas) – a 0,50 centavos cada -, ela levará 72 dias, comprará 295 envelopes e gastará 147 reais para fechar a coleção*

Estima-se que o álbum de maior sucesso até hoje seja o da Copa de 2014, que teria vendido mais de 400 milhões de envelopes (de cinco cromos cada) – ou seja, 2 bilhões de figurinhas!

* Para a realização dos cálculos, consideramos que os pacotes não contenham repetições e que a pessoa não tenha feito troca de figurinhas com os amigos.

 

Ô, FIGURA!!!

De estampa com textura de pelo de cachorro a imagens supernojentas, rola de tudo no universo das coleções.

 

Arrepios colantes

Já o Calafrio, de 1989, vinha com cromos macabros e mórbidos, como a figurinha de um garoto decapitado e segurando a própria cabeça, junto dos dizeres “Pedrinho, onde está com a cabeça?”

 

Galera da podreira

Depois de estourar nos EUA – onde virou até filme -, o álbum Gang do Lixo foi lançado no Brasil em 1990 e virou mania entre a galera com suas figurinhas pra lá de escatológicas e cheias de trocadilhos infames.

 

Peludonas

Outro sucesso de 1989 foi o álbum Filhotes Fofinhos, que, além das dezenas de fotos fofas de filhotinhos, trazia muitas figuras com textura de pelo de cachorro!

 

Pra colar ou comer?

A coleção de cromos do bonachão e guloso Garfield, lançada em 2007, venho com uma novidade de dar água na boca: figurinhas que tinham cheiro de vários rangos, como café e lasanha!

 

BAFO RUIM

Ditaduras também já usaram as estampas para difundir seus ideais nada inocentes

Arma de propaganda

Em 1936 Adolf Hitler também invadiu o mundo das figurinhas, com um álbum de 138 cromos em que aparece em poses informais e familiares, como lendo jornal ou esquiando.

Ódio estampado

Mussolini também entrou na onda dos cromos durante a 2ª Guerra, com o lançamento de um álbum que retratava os confrontos e exaltava o poderio militar dos italianos.

Pacotinho ufanista

Outro regime autoritário a aproveitar o filão das figurinhas foi a ditadura militar brasileira, que viu seu ideário ufanista ser propagandeado em vários álbuns lançados ao longo da década de 1970.

Por Pedro Proença – Revista Mundo Estranho

 

 

 

Como são fabricadas as figurinhas.

CHAVES : O álbum de figurinhas (Álbum de billetes).

PANINI. Álbuns de figurinhas Copa do mundo de 1970 a 2014. Iuri Godinho.

Como bater bafo.

 

Colecionar Figurinhas. Uma paixão sem idades (PARTE 2).

 

VEJA ALGUMAS MATÉRIAS SOBRE O BUSINESS COLEÇÕES DE FIGURINHAS. 

 

TIPOS DE COLECIONADORES

Aficionado

Este perfil é aquele que gosta de colecionar por colecionar, e pode seguir o hobby em outros períodos que não só a Copa do Mundo. Quando se aproxima o Mundial, entretanto, o aficionado resgata a paixão de criança e se dedica com ainda mais afinco. Um aficionado tem como uma meta a cumprir: Completar um álbum de capa dura, dois normais e ainda guardar um vazio. Chega a gastar cerca de US$ 250,00 por álbum.

Tranquilo

Completar o álbum é algo que vai acontecer, mas não há pressa. O colecionador tranquilo não faz distinção entre figurinha normal e prateada, colabora com seus amigos na hora da troca e aceita uma repetida só para ajudar alguém a completar a coleção. Os gastos desse perfil por álbum não passam de US$ 150,00.

Apaixonado por futebol

É aquele que ama futebol e se atrai por álbuns de figurinhas somente na época da Copa do Mundo, já que é um jeito de ter para si aquele cromo do costarriquenho Yeltsin Tejeda ou do belga Marouane Fellaini. Tem a janela do quarto e a porta do armário forrada com escudos das federações e de jogadores de outros Mundiais. Esse apaixonado não mede esforços e seus gastos por muitas vezes ultrapassam os US$ 400,00.

Não se importa em completar com o álbum, a ideia é ter a figurinha do seu jogador favorito. É aquele que chega nos amigos e pede a repetida do colombiano Falcao García ou do uruguaio Diego Lugano, apesar de não ter nenhuma intenção de colar as figurinhas. Os gastos desse Fã não chega a US$ 90,00.

Embalo

Aquele que reluta, desdenha das figurinhas, mas que no fim das contas se deixa levar pelo furor da Copa do Mundo e começa a coleção - terminar o álbum é outra história. O colecionador desse perfil não tem um gasto estipulado, ele compra conforme a disponibilidade financeira. Seus gastos chegam a, no máximo, US$ 100,00.

Família

É comum ver pais (ou mães) e filhos colecionando figurinhas juntos. Pode ser um meio de que o adulto relembre os tempos de criança, ou então um jeito para ensinar ao jovem a diversão do álbum. Esse perfil são um dos que mais investem em montar álbuns e chegam a gastar mais de US$ 300,00 por álbum.

Cambista

Um perfil não muito bem-vindo nos encontros de trocas. É aquele sujeito que pede cinco figurinhas para trocar por aquela que falta para você completar uma seleção. O colecionador deste perfil também não tem pudor em comprar e vender cromos avulsos, já escolhendo aqueles que quer ter. Esse perfil é estrategista, investe o mínimo possível e lucra com as trocas. Costuma gastar no máximo US$ 200,00.